
A Procura Da Verdade
É uma semana já passou e estava só, sete dias passaram e eu procurando por ela, cento e oito horas a desejá-la, dez mil e oitenta minutos sem vê-la e seiscentos e quatro mil e oitocentos segundos sem perder a fé de ainda encontra-la.
Este é o saldo da primeira semana em que de repente me vi afastado de tudo e de todos que eu gosto e principalmente longe muitos anos luz daquela a quem mais quero junto a mim!
Ela está fora da minha vida...
Eu não sei se rio ou choro.
E eu não sei se vivo ou morro...
E isso fere como uma faca!
Ela está fora da minha vida...
A estrofe acima é a tradução parcial da letra da música que estou ouvindo agora e ela representa muito que eu estou sentindo, realmente esta música é uma pedrada e machuca gostoso bem lá no fundo do peito, ela faz arder o sangue, aperta minhas vísceras, arranhando por dentro, como se eu tivesse tomado um ácido corrosivo.
Não! Eu não sou masoquista, mas músicas assim me atingem em cheio, fazem-me tremer nas bases, me liberam de todas as seqüelas produzidas pelas toxinas, frutos de um coração terrivelmente apaixonado mas não correspondido.
Músicas assim impulsionam meu coração em busca de um caminho que o leve a mais completa felicidade, mesmo que ela se encontre inatingível em algum lugar distante. Distante como Roma e seu lirismo.
Agora se todos os caminhos levam a Roma... Por que todos os caminhos, não levam também ao amor, já que as duas palavras são reflexos uma da outra quando as lemos de trás para frente.
Eu procuro entre todos os caminhos, aquele que me leve ao sublime amor, mas só tenho andado em círculos, perdido neste imenso labirinto de caminhos que é a natureza humana.
Emoções explodem no meu peito e não tenho meios de fazer com que ela escute, pois o som dos meus anseios não se propaga neste vácuo de razões e regras que nos separam.
Aqui, preso neste labirinto, carregando o grande peso da solidão, sem saber a direção certa a tomar, apenas com a esperança de que o próximo caminho seja aquele tão almejado. Caminho esse que levará diretamente aos aconchegantes braços daquela que o meu coração elegeu como mulher da minha vida, mesmo quando a razão lhe foi e é contrária.
Sim, eu estou apaixonado, já não sou mais eu mesmo, estou com a síndrome do amor!
É, já não durmo direito, comer? Só para não desmaiar de fome, vivo a escrever estes desabafos, na minha cabeça apenas ela. Na presença dela, dá-se o colapso total, uma bobeira me ataca, me treme os joelhos, a minha respiração se altera, fico com os olhos vagos quase vesgos , começo a transpirar e confundo as palavras não conseguindo exprimir nada do que sinto.
Na sua presença, fico enfeitiçado, embora faça o possível para não deixar transparecer o furacão que assola o meu espírito.
Eu amo muito essa mulher, sei que não poderá haver nada entre nós, mas o simples fato de sentir tudo isso me prova que estou vivo e a amar. Embora eu não tenha bens materiais de fazer invejar a alguém, possuo hoje o atualmente raro privilégio de amar alguém com todas as forças do meu âmago, ter alguém com quem ocupar os meus pensamentos, de poder sonhar acordado com ele, pois dormindo já sonho e quando isso acontecesse é uma glória, pois nos sonhos tudo é real, tão válido como são as coisas para nós quando estamos acordados!
Mas o que me dói, é ter esse alguém às vezes tão junto a mim, ao ponto de sentir sua cálida respiração, o seu calor corpóreo, o seu sorriso radiante, o suave odor de seu suor, sentir sua constante preocupação com o Maurício interior (é com o meu íntimo mesmo), tudo isso e mais o seu carinho dengoso, o seu abraço fraterno e o seu terno afago...
E eu, não poder corresponder e também dizer nada do que se passa no meu coração e dizer coisas, quanto a amo, quanto a desejo.
Ah! Como eu seria feliz se ela compartilha-se disto, se pudesse saber desse meu amor. Mas a vida continua, e o jeito, é eu continuar com muito carinho a tratar e cultivar este lindo sentimento que cresce e vive em mim, sentimento esse que me deu novo significado e propósito de vida...
Continuar e continuar, quando chegar a hora oferta-lo já desabrochado em mil pétalas cor de amor, exalando uma forte fragrância de paixão. Entretanto, sei que tenho ainda muito a sofrer nesta procura do caminho certo. Talvez nunca eu ache esse caminho, pois esse caminho é traçado pela razão e bom senso. Mas para um coração apaixonado, isto não se constituirá um problema, pois tenho certeza que o meu coração mais cedo ou mais tarde achará ou construirá o seu próprio caminho certo. Este caminho será plano, sem curvas e encruzilhadas, me levará direto para o coração dela que a esta altura já me pertencerá!
Assim espero...
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