segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A fantasia que a minha realidade tanto reclama


A fantasia que a minha realidade tanto reclama

Quando de um jeitinho todo especial você me olhou, mais do que um inocente olhar, você me lançou. Pois você me fez seu prisioneiro e literalmente você me enfeitiçou.
Depois então foi fácil. Em meio ao meu febril delírio, você me conquistou e paralisou num magnético olhar. Você assim para mim é colírio e não posso negar!

Não tenho forças nem sei o que faço você me amarrou apertado nos seus braços, deliciosamente me torturando quando me acaricia, com o calor expressivo do seu sensual colo. Calando-me um impulsivo suspiro num repente. Ao me amordaçar com seus lábios amigos e tão quentes.

Subjugado pelo seu envolvente cerco. Eu me rendo e nos caminhos misteriosos do seu corpo me perco, minha mente não me mente. Uma explosão se principia pôr trás deste mágico torpor. E aos poucos descubro sorridente a força da emoção latente, tinindo para explodir frente ao toque irreversível deste iminente amor.

E maliciosamente você me sorri, despertando-me a fantasia, desnudando-me pôr dentro, mas paradoxalmente saindo de mim em seguida esguia como o vento. Deixando-me tristemente perplexo, tristemente livre pela sua atitude tão descabida, felizmente logo voltando tão maravilhosa assim inocentemente despida, assim picantemente atrevida, tendo novamente no olhar um segredo implícito no seu brilho magnético, prometendo-me a fusão maior que possa haver na vida pôr trás do seu reflexo!

Subitamente você me toma de assalto e entre grunhidos sem nexo, me abraça e me beija do jeito de quem ama. E rola na cama, serpenteia e se enrosca desejando sexo. E na chama de um forte ardor, trançados e fundidos rolamos inebriados fazendo amor
No auge da chama que nos flama, uma maravilhosa sensação se faz notar... O mundo perdeu o sentido...
Estamos juntos e felizes a gozar e a nos dar e a nos amar, mas infelizmente nada! Nada eu sei... Deu-se assim de fato!

Pois tudo o que eu aqui meramente relato, são como retratos das ilusões do meu coração que... Traspassados para o papel em prol da esperança de um alivio, mesmo que também ilusório, de viver no papel esta fantasia. Que a minha realidade tanto reclama!
MOVA 30/10/1985

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