segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mil Vezes


Mil Vezes
  
Mil dias nasceram mil noites chegaram.
Mil dias se foram, mil noites passaram.
Foram mil os sonhos e as esperanças...
Mas também foram mil às desilusões e conseqüentes decepções!

Mil foram as vezes que eu desejei você,
Foram mil, porém... As vezes que não a tive!
Foram mil períodos de ingrata mortificação,
Mil vezes repetidos para minha desolação...

Mil rotações que se deram despercebidas,
Mil revoluções que se processaram em minha vida.
Enquanto você pôr mim era mil vezes querida...
Mil vezes se fez a mim proibida!

Meu amor pôr você mil vezes foi versificado,
Mil vezes foi articulado... Mas mil vezes...
Mil vezes mesmo!  Não pode sequer pôr você ser imaginado,
Pôr você nunca ter me amado e conseqüentemente me desejado!

Tenho então mil vezes sofrido,
Mil vezes irracionalmente imaginei você ao meu lado,
Contudo mil vezes para a vida tenho acordado.

Então mil vezes chorei!
Entretanto se para tê-la um dia mil vezes terei ainda assim que sofrer... Prontamente mil vezes estarei novamente a lhe buscar...
Mil vezes a desejarei, mil vezes não deixarei de lhe amar e esperar!

MOVA 28/10/1985

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