
Pôr Que?
De uma maneira indelével, eu a tive quase que impotente nos meus braços
Pôr momentos inesquecíveis eu também, a tive subjugada nos meus beijos... Hipnotizados então ficamos embevecidos num mágico idílio...
Trago, vívidos na lembrança o aroma contagiante do seu cheiro, e a sensação deliciosa dos seus toques e pelos seus cabelos acariciando-me a pele, e até o brilho cristalino do seu olhar na minha mente ainda reluz...
Mas apesar de tantas e gratas reminiscências, não estou feliz!
Tanta falta sinto de você... É fácil entender isso.
Tanto lhe quero e isso também o é!
Mas como compreender agora a nossa situação? Como depois de tanta e franca entrega e plena aceitação, possa hoje haver lugar para dúvida, medo e frustração?
Pôr que quando a tenho em meus braços simplesmente... Um impulso instintivo me adverte para não mais me entregar totalmente?
Pôr que nesses momentos, mesmo você dizendo que gosta de mim, não sinto segurança alguma que me conforte a alma, ou a alegria que espeoe um dia alcançar?
Talvez porque eu sinta no fundo seu olhar, tanta pergunta a espera de respostas que façam calar o burburinho nefasto na sua razão e mente...
Que põe em cheque a toda hora, toda a verdade do meu coração cruelmente.
Talvez porque, realmente no seu coração a coisa seja assim:
Você não me ama! E não quer se ligar a mim!
MOVA 20/11/1985
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