sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Como se fosse a ultima vez



Como se fosse a ultima vez

Tantas vezes recorri a um papel para desabafar os meus tormentos,
Tantas vezes deixei neles escritos provas reais dos meus sentimentos.
Caracterizados quase sempre pela dor latente que lamentavelmente,
Escorre-me do peito turvando-me os sentidos e a mente.

Tantas vezes gritei através de um verso, tudo o que me oprimia e me dizimava.
Tantas vezes quase chorei pôr ver que tudo o que eu bradava.
Numa triste sentença pôr ignorância ou indiferença.
No fundo de uma gaveta invariavelmente ficava.

Tantas vezes em busca de paz e conforto; versei em vão.
Ora me arrependendo das palavras recém escritas,
Ora acreditando nelas à  fundo, e em suas forças inauditas.

Como se fosse a última vez, estou agora sem fé a escrever, pois depois de tantas vezes tentar em vão me comunicar. Fica difícil para eu acreditar,
Que desta vez finalmente...
Encontrarei alguém que me entenda no meio agreste de pessoas,
Tornadas tão indiferentes!

MOVA 29/08/1985

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