sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Desvario


Desvario

Viajando nos meus pensamentos tristes,
Trilho pôr seus infindáveis e tenebrosos corredores.
Apalpando no escuro, fugindo dos seus horrores.
Tentando reconhecer dentro das suas sombras,
Provas tácteis da sua existência que iluminem com uma certeza,
A  minha jornada.

Deslocando-me em meio a uma onda de elucubrações,
Com o peito em dor pôr tanta amargura.
Dentre muitas direções, busco aquela que me confortem as agruras,
Pôr viver eternamente sem o seu amor e ternura.

Os caminhos mentais, porém, voláteis e fugazes,
Enrodilham-me constantemente da incerteza ao medo,
E do medo a beira da desistência...
Turvando cada vez mais a minha caminhada.

Fios de cinzentos matizes desenrolam-se em negras perspectivas.
Não sei mais o que pensar para os meus anseios satisfazer.
Se tudo me é infortúnio e não posso evitar,
Que meus sonhos idílicos, estejam a acabar, estejam a morrer.

Você longínqua meta que se esconde inalcançável no futuro.
Brincando pôr dentre o nevoeiro, tratando-me tão duro.
Você não sabe: quanto a procuro e desejo em cada pensamento vadio,
Desesperado pela distância, enlouquecido no meu desvario!

                                                           MOVA 14/07/1985

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