sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fênix 85


Fênix 85

Sufocado pela constância de uma certeza, de viver a cada dia a mesma rotina, mergulhado num mar de cinzentas perspectivas, vivia-os de todo cego na mais completa dormência.
Ignorando pôr venturos os seus melhores momentos, me chafurdando com amargura, nos seus funestos tormentos.

Introspectivo vagava vazio em várzeas, procurando só;  sozinho da solidão sair. Mas sem encontrar uma saída ou coisa parecida... Num labirinto de vidas passadas e de esperanças esquecidas eu me perdia. E a cada passo ia de encontro a mais um dia, que sem trazer-me a alegria, na roda do tempo se perdia ao fim de mais vinte e quatro horas de pura agonia.

Sem aperceber-me de imediato a estranha cacofonia que me envolvia num constante torpor... Cessara de frente a uma ubíqua força que se introduzira devagar em minha vida. Força essa que redescobri depois que conheci você.

Espectral elemento, capaz de ensurdecer-nos a uma tormenta, de silenciar as angústias e fomentar-nos novas esperanças. Força motriz e agente eletrizante dos meus pensamentos, que me liga de volta a realidade e de você me faz a toda hora sentir saudades... Força conhecida pôr amor e que de uma simples amizade recém nascida, metamorfoseou em mim a supra, necessidade de lhe amar pôr toda a eternidade...

MOVA 29/05/1985

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