sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Hem Babaca!


Hem Babaca!

Imensa solidão se alarga numa amarga instância.
A cada segundo que o seu silêncio glacial injustificadamente se projeta através do tempo e da distância.

Negro poço de profundo mistério.
Que encerra no seu puramente ser,
A incógnita do meu destino e o destino do meu ser!

Silêncio duro como a morte que me tange o coração.
Malho algoz e sem sentido que me brindou a sorte.
Despedaçante veículo que me dilacera sem ruído.

Sufocante vazio, silêncio quase gritante.
Estrondoso martírio que você me impinge.
Chocante cataclismo que me atinge.

Pôr quanto tempo ainda, agüentarei tal suplício...
Antes de sucumbir ao peso do seu silêncio?
Se nas paginas do meu futuro não há nem indício de um dia ao menos
Ouvir você me dizer:
- Hem babaca? Eu também amo você!
 MOVA 07/05/1985 

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